Reajuste de planos de saúde coletivos é de 9,9% em 2026

Reajuste de planos de saúde coletivos é de 9,9% em 2026

No início de 2026, os planos de saúde coletivos apresentaram um reajuste anual médio de 9,9%, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa taxa, a menor dos últimos cinco anos, ainda supera a inflação oficial do país.

Dados sobre reajustes e comparações com a inflação

Os dados foram apresentados em um boletim na sexta-feira, 8 de janeiro, e refletem o aumento aplicado por operadoras de saúde nos dois primeiros meses do ano. Embora o percentual seja o menor desde 2021, ele ainda é significativamente superior à inflação de 3,81% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Historicamente, o reajuste médio para planos coletivos variou nos últimos anos, com picos de até 15,74% em 2016. O Idec frequentemente critica esses aumentos, pontuando que eles vão além da inflação, mas a ANS alegou que os reajustes levam em consideração diversos fatores, como custos dos serviços de saúde e utilização.

Os planos coletivos, que são contratados por empresas e associações, devem seguir regras diferentes dos individuais. Para este último, a ANS define os aumentos. Nos planos coletivos, observa-se que aqueles com 30 ou mais beneficiários apresentaram um aumento médio de 8,71%, enquanto os com menos de 30 tiveram um aumento de 13,48%. A maioria, 77%, está vinculada aos planos com maior número de beneficiários.

Até março de 2026, o Brasil contava com 53 milhões de vínculos de planos de saúde, aumentando em 906 mil em um ano, e 84% dos clientes eram de planos coletivos. O setor faturou R$ 391,6 bilhões em 2025, com um lucro líquido recorde de R$ 24,4 bilhões.

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