71,7% dos gestores escolares enfrentam dificuldades com violência

71,7% dos gestores escolares enfrentam dificuldades com violência

Um estudo revela que mais de 70% dos diretores de escolas públicas enfrentam grandes desafios ao tratar de questões relacionadas à violência no ambiente escolar. A pesquisa, realizada com 136 gestores de 105 instituições, mostra que o combate ao bullying, racismo e capacitismo é uma preocupação central.

Desafios enfrentados no ambiente escolar

Conduzida pela Fundação Carlos Chagas em parceria com o Ministério da Educação, a pesquisa revelada no dia 6 de setembro fornece informações relevantes para o novo Guia de Clima Escolar Positivo, que será lançado oficialmente em 7 de setembro.

Os pesquisadores identificaram que a naturalização da violência entre os adultos da escola, que muitas vezes minimizam agressões como brincadeiras, é um dos fatores que dificultam a intervenção em casos críticos. Além disso, a falta de envolvimento da comunidade e das famílias agrava a situação, deixando as escolas sobrecarregadas com responsabilidades que não deveriam ser exclusivas delas.

Com relação ao bullying, os especialistas destacam a importância de nomear corretamente o problema para que as especificidades, como racismo e xenofobia, sejam adequadamente abordadas. O clima escolar positivo, segundo os pesquisadores, é fundamental para promover um ambiente mais acolhedor e seguro, favorecendo a identificação dos problemas e ações mais eficazes.

A pesquisa revelou que um grande percentual dos gestores reconhece desafios significativos nas relações entre a escola, as famílias e a comunidade, além de situações que envolvem a construção de um sentimento de pertencimento entre os estudantes. O diagnóstico do clima escolar é considerado essencial, mas mais da metade das escolas nunca realizou essa avaliação. Apesar disso, mais de dois terços das escolas possuem equipes dedicadas a melhorar o clima escolar.

O levantamento, que abrangeu escolas de dez estados brasileiros, será importante para fundamentar políticas de combate ao bullying e outras formas de preconceito, com a nova formação de um grupo de trabalho dentro do MEC que terá 120 dias para apresentar propostas.

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