A administração de Javier Milei na Argentina enfrenta um cenário complicado, com deterioração econômica e escândalos de corrupção. Desde que assumiu, em dezembro de 2023, a popularidade do presidente caiu drasticamente devido a uma inflação crescente e denúncias de irregularidades.
Contexto da crise econômica
Após um breve período de controle sobre a inflação, os números começaram a disparar novamente, atingindo 3,4% em março de 2026. Ao mesmo tempo, a atividade econômica registrou uma diminuição de 2,6% em fevereiro em relação a janeiro, e a produção industrial caiu 4% no mesmo período.
O professor da FGV-SP, Paulo Gala, critica o plano econômico de Milei como ineficaz. Segundo ele, a utilização do dólar como referência para contratos e a redução do tamanho do Estado são abordagens que não solucionam os problemas sérios da economia argentina. A falta de confiança na moeda local, o peso, contribui ainda mais para a crise, que pode levar a um cenário de recessão.
Além da economia em declínio, o governo também enfrenta investigações por corrupção, especialmente em relação ao chefe de gabinete, Manuel Adorni, acusado de enriquecimento ilícito. Isso impactou negativamente a popularidade de Milei, com pesquisas mostrando uma desaprovação acima de 60%. Apesar dessas dificuldades, uma recente melhoria na nota de crédito da Argentina pela Fitch Ratings trouxe alguma esperança ao governo. Contudo, isso não parece alterar a trajetória de desafios enfrentados pelos argentinos.












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