Dentre as incertezas globais, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 14,5% ao ano, após reduzir em 0,25 ponto percentual, em função das tensões geopolíticas e da expectativa de inflação persistente.
Tensões geopolíticas e inflação influenciam decisão do Copom
A ata da reunião do Copom, divulgada em 5 de setembro, detalhou as razões para a moderação na política de juros do Banco Central. O Comitê expressou preocupação com os possíveis impactos prolongados dos conflitos no Oriente Médio sobre a inflação.
A manutenção da Selic, apesar da queda anterior, reflete a cautela necessária em um ambiente de volatilidade, especialmente em relação ao preço do petróleo e seus derivados, que são essenciais para várias cadeias de produção. O Banco Central está atento à recente escalada do conflito entre os Estados Unidos e Irã, que pode afetar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo.
As previsões do mercado sobre a inflação também aumentaram, com expectativas para o IPCA de 4,89% em 2023 e 4% para 2027. O Banco Central alerta que a desancoragem das expectativas de inflação é um problema a ser enfrentado, требований que justifica a postura restritiva na definição da Selic. Apesar de tais desafios, o Copom acredita que a continuidade dos cortes pode ser possível, desde que ajustes sejam feitos com base em novas informações.












Deixe um comentário