Leandro Lehart SE Manifesta sobre Condenação por Estupro e Cárcere Privado
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"O músico Leandro Lehart, ex-integrante do grupo Art Popular, quebrou o silêncio após ser condenado em segunda instância por estupro e cárcere privado. Ele rebateu as acusações, alegando que a denúncia seria motivada por vingança e questionou a falta de provas no processo."
Leandro Lehart, conhecido por sua trajetória no grupo Art Popular, concedeu uma entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, para abordar a condenação em segunda instância que o sentenciou a 9 anos, 7 meses e 6 dias de prisão. O músico foi acusado de estupro e cárcere privado, mas utilizou a plataforma para refutar as alegações que embasaram a decisão judicial.
Durante a conversa com o apresentador Roberto Cabrini, Lehart detalhou que conheceu a suposta vítima em 2017 e que mantiveram relações sexuais consensuais em cinco ocasiões. Ele sugeriu que a denúncia, formalizada em 2021, seria uma retaliação. O crime teria ocorrido em outubro de 2019, na residência do artista, onde a mulher alega ter sido forçada a comer fezes no banheiro. O cantor, contudo, questionou a ausência de datas e horários específicos na acusação, afirmando que “o suposto crime precisa de um dia específico” e que “no meu processo não existe dia, hora”.
O artista também mencionou ter registrado um boletim de ocorrência contra a mulher, alegando que ela estaria “pedindo dinheiro, pedindo ajuda que eu não podia mais”. Em contraste, a vítima, em seu depoimento à polícia, descreveu detalhes perturbadores do ataque, incluindo ser forçada a se ajoelhar e ter a cabeça empurrada no vaso sanitário, além de ser ameaçada caso denunciasse o ocorrido.
Lehart argumentou que a condenação carece de provas concretas. Ele afirmou que a perícia não comprovou a mecânica do crime e que a denúncia surgiu um ano após o suposto incidente, período em que a mulher teria jantado com ele em duas ocasiões. O cantor criticou a forma como trechos de conversas foram utilizados para construir uma narrativa que, segundo ele, não corresponde à realidade. “Fui condenado por aquilo que escrevi, não por aquilo que fiz”, declarou, sugerindo que diálogos emocionais foram descontextualizados para criar uma suposta confissão.
O músico concluiu a entrevista defendendo sua inocência e atribuindo a condenação a uma “pressão” social. Ele sugeriu que a Justiça estaria buscando dar um exemplo em um momento histórico de grande debate sobre a violência contra a mulher, condenando pessoas sem provas suficientes. “Uma vítima voltaria para jantar com o suposto opressor? Aprisionar alguém é jantar, conversar, trocar ideias?”, questionou, reiterando que as conversas foram tiradas de contexto e que a suposta vítima já possuía problemas emocionais antes de conhecê-lo.
Fonte: A Notícia AL
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