Trump Alerta para 'morte de Civilização Inteira' em Ultimato ao Irã sobre Estreito de Ormuz
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"O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato dramático ao Irã, alertando para a destruição de uma civilização caso um acordo para a navegação no estreito de Ormuz não seja firmado. A declaração surge em meio a crescentes tensões e ataques militares na região."
Em um cenário de escalada de tensões no Oriente Médio, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente nesta terça-feira (7/4), alertando que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada” caso o Irã não chegue a um acordo com os EUA. A ameaça foi proferida em relação a um prazo estabelecido por Trump para que o governo iraniano firmasse um pacto permitindo a livre navegação pelo estratégico estreito de Ormuz. Segundo o ex-presidente, após o prazo, pontes e usinas de energia iranianas seriam “dizimadas” em questão de horas.
A retórica de Trump foi reiterada em sua rede social, Truth Social, onde expressou relutância em ver tal destruição, mas indicou sua probabilidade. Ele sugeriu que uma “Mudança de Regime Completa e Total” com “mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas” poderia levar a um desfecho “revolucionário e maravilhoso”. O ex-presidente previu que a noite seria um dos momentos mais cruciais da história, marcando o fim de “47 anos de extorsão, corrupção e morte” e abençoando o povo iraniano.
Paralelamente às declarações, um oficial americano confirmou à CBS News que forças dos EUA realizaram ataques contra alvos militares na ilha iraniana de Kharg, um local já atingido em março. Embora a infraestrutura petrolífera não tenha sido alvo, os ataques sinalizam a intensificação da pressão militar. As últimas semanas foram marcadas por prazos, exigências e ameaças de Trump no contexto da campanha conjunta de EUA e Israel contra o Irã, com a retórica atingindo um nível de explicitude sem precedentes.
Em coletiva de imprensa, o vice-presidente JD Vance, em Budapeste, reforçou a necessidade de o Irã “sentar-se à mesa de negociações” para evitar uma deterioração econômica ainda maior. Vance afirmou que os EUA já teriam cumprido seus objetivos militares e que o fim do conflito dependeria da escolha iraniana entre ser um “país normal” ou continuar financiando o terrorismo. Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a reabertura do estreito de Ormuz, onde Rússia e China vetaram uma resolução que incentivava esforços defensivos coordenados, apesar de um texto suavizado que excluía a autorização do uso de força militar.
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu a reunião da ONU, alertou para as graves consequências globais caso o Conselho não responda ao que chamou de “padrão de comportamento hostil recorrente” do Irã, temendo que a inação pudesse transformar o mundo em uma “selva”. A China, segundo apuração da BBC, continuou utilizando o estreito, e a Rússia poderia se beneficiar de uma eventual flexibilização de sanções petrolíferas em resposta ao fechamento da rota. Analistas de segurança, como Frank Gardner da BBC, consideram a ameaça de Trump “ainda mais chocante” do que manifestações anteriores, comparando a linguagem do ex-presidente a episódios históricos de devastação cultural.
Fonte: BBC
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