Comissão da Câmara Aprova Uso de Fundo de Segurança para Combater Golpes Digitais
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"A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu aval para que recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam direcionados ao combate de fraudes e golpes no ambiente digital. A medida visa fortalecer a proteção cibernética diante do crescente número de crimes virtuais no país."
Em um movimento para modernizar as estratégias de segurança pública, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5368/25. A proposta permite que verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) sejam aplicadas diretamente no combate a fraudes e golpes que ocorrem no ambiente digital, uma resposta à crescente criminalidade cibernética.
O projeto, de autoria do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), altera a legislação vigente do fundo (Lei 13.756/18) para expandir suas finalidades. Com a mudança, os recursos poderão ser utilizados para a aquisição de softwares de proteção, contratação de seguros cibernéticos e, crucialmente, para a realização de campanhas de conscientização que visem educar a população sobre os riscos e como se proteger de crimes virtuais.
O relator da matéria, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), defendeu veementemente a aprovação, destacando a migração da criminalidade para o ambiente digital. Segundo Bilynskyj, “desconsiderar essa transformação significaria manter a política de segurança pública dissociada da forma contemporânea de atuação do crime”, enfatizando que a proteção do ambiente digital é agora um pilar fundamental da segurança pública.
A iniciativa prevê que as ações de cibersegurança possam ser desenvolvidas em colaboração com órgãos da administração pública e instituições dos setores financeiro e de telecomunicações. Importante ressaltar que o projeto proíbe expressamente a transferência de recursos para pessoas físicas e veda qualquer tipo de promoção pessoal com o uso da verba, garantindo a integridade e o foco no objetivo principal.
Além disso, a proposta estabelece que todos os gastos devem seguir rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal e não podem gerar despesas obrigatórias de caráter permanente. O Projeto de Lei segue agora para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Senado e eventual sanção presidencial para se tornar lei.
Fonte: A Notícia AL
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