ÁGUA NO CENTRO DO DEBATE – Wadson Regis defende planejamento hídrico e critica falta de prevenção em Alagoas

ÁGUA NO CENTRO DO DEBATE – Wadson Regis defende planejamento hídrico e critica falta de prevenção em Alagoas
Candidato a deputado estadual afirma que o Estado precisa investir em prevenção, armazenamento e controle das cheias para enfrentar, ao mesmo tempo, a seca e as enchentes

Alagoas continua convivendo com um problema que parece contraditório, mas se repete há décadas: enquanto comunidades enfrentam dificuldades para ter água suficiente para o consumo, a agricultura e a criação de animais, outras regiões sofrem com enchentes, desabrigando famílias e provocando perdas econômicas e sociais.

Para o jornalista e candidato a deputado estadual Wadson Regis, esse cenário revela a falta de uma política permanente de planejamento e gestão dos recursos hídricos. Na avaliação dele, o enfrentamento da seca e das enchentes não pode ficar restrito a medidas emergenciais adotadas somente depois que os problemas já atingiram a população.

“Água não é ração. Água é vida, é produção e é dignidade. Não podemos continuar tratando a falta de água apenas com medidas emergenciais, enquanto existem soluções capazes de armazená-la e garantir condições para o homem produzir e permanecer na sua terra”, afirma.

O desafio de armazenar e controlar a água

Wadson chama atenção para o papel estratégico das barragens e de outras estruturas de armazenamento e contenção. Segundo ele, nas áreas sujeitas às enchentes, obras de infraestrutura podem fazer parte de uma política de prevenção e redução dos impactos provocados pelas cheias.

Já nas regiões atingidas pela estiagem, soluções de armazenamento de água, inclusive barragens subterrâneas onde houver viabilidade técnica, podem contribuir para conservar a umidade do solo e ampliar a segurança hídrica para agricultores e criadores.

É nesse contraste que o candidato concentra sua crítica: em determinados períodos, o Estado sofre com o excesso de água; em outros, enfrenta dificuldades justamente por não conseguir armazenar adequadamente o recurso.

“Não podemos continuar assistindo às mesmas cenas e tratando cada desastre como se fosse uma surpresa. Se sabemos onde estão os problemas e existem alternativas técnicas, a inércia dos governos deixa de ser justificável. É preciso planejamento, investimento e execução”, cobra.

Prevenção como política de Estado

Para Wadson, a gestão pública precisa mudar a lógica de atuação e priorizar a prevenção em vez de concentrar esforços apenas no socorro após os desastres.

A proposta defendida pelo candidato envolve ampliar a capacidade de armazenamento, reduzir riscos em áreas vulneráveis às enchentes e criar mecanismos para que a água dos períodos chuvosos possa representar maior segurança durante os meses de estiagem.

Na visão de Wadson, uma política hídrica eficiente também precisa ser encarada como instrumento de desenvolvimento econômico e social. A disponibilidade de água está diretamente relacionada à produção agrícola, à criação de animais, à permanência das famílias no campo e à qualidade de vida da população.

“O cidadão não quer depender eternamente de uma solução emergencial. Ele quer abrir a torneira e ter água. O produtor quer plantar, produzir e dar água aos seus animais. E quem mora em área historicamente atingida pelas cheias quer segurança para sua família. Isso é dignidade”, afirma.

Wadson Regis defende que a questão hídrica passe a ocupar espaço permanente na agenda pública de Alagoas, com planejamento de longo prazo, investimentos e integração entre as diferentes ações de prevenção e infraestrutura.

Para o candidato, o Estado precisa superar o ciclo de improvisação que, segundo ele, faz com que a população seja obrigada a conviver ora com a falta, ora com o excesso de água.

“Água não é ração. Água é o caminho para produzir, desenvolver e, acima de tudo, salvar vidas. E porque sigo que água não é ração? Porque estão levando aos poucos, a passos de uma senhora tartaruga, quando poderiam fazer um movimento unificado. Política da covardia”, conclui Wadson Regis.

 

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