A recente desistência de Jurandy Pacífico, filho da conhecida liderança quilombola Mãe Bernadete, de concorrer à deputadoria federal na Bahia levantou questionamentos sobre a segurança e a proteção de defensores de direitos humanos na região. A decisão partiu do receio de ameaças que rondam sua família, especialmente após a violência que resultou na morte de seu irmão, Binho do Quilombo.
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Jurandy, que tinha como objetivo representar as comunidades quilombolas e tradicionais, anunciou sua desistência em um tom reflexivo. Em suas palavras, “o sábio não é aquele que fala, é aquele que escuta”. Para ele, priorizar a segurança ficou acima de sua vontade de lutar por mudanças que beneficiem as comunidades.
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A situação expõe a dura realidade enfrentada pelos defensores dos direitos humanos e quilombolas, frequentemente ameaçados por aqueles que buscam silenciar suas vozes. O Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia lamentou a desistência, destacando a importância da proteção a todos aqueles que desejam participar do processo eleitoral, livre de intimidações.
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Compromisso contínuo com a luta
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Apesar de recuar da candidatura, Jurandy Pacífico reafirmou seu compromisso com a luta pelos direitos das comunidades quilombolas, enfatizando que a candidatura pode ter parado, mas a luta permanece viva. Ele disse, “desistir dessa candidatura nunca foi e nunca será desistir da luta por segurança”. A notícia traz à tona a urgência da proteção a líderes comunitários e a necessidade de um ambiente seguro para que possam expressar suas demandas.












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