CAOS NA SAÚDE – Família denuncia falhas em atendimento após bebê morrer durante parto em hospital

CAOS NA SAÚDE – Família denuncia falhas em atendimento após bebê morrer durante parto em hospital
Gestante deu à luz na recepção da unidade de saúde, e familiares acusam demora no atendimento; hospital instaurou procedimento para apurar o caso

A morte do bebê Nikolas, após um parto realizado na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, motivou denúncias de suposta negligência por parte da família da gestante Morgana. O episódio ocorreu na noite da última segunda-feira (3), e a direção da unidade informou que abriu uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do caso.

De acordo com os familiares, Morgana chegou ao hospital apresentando contrações intensas e fortes dores, mas permaneceu aguardando atendimento. Eles afirmam que, diante da demora, a gestante entrou em trabalho de parto ainda na área de recepção e acabou dando à luz antes da chegada da equipe médica.

Segundo o relato da família, o bebê, que estaria prestes a completar sete meses de gestação, nasceu no chão da recepção. Imagens gravadas por parentes mostram marcas de sangue no local após o parto. Os familiares afirmam que os profissionais de saúde chegaram somente após o nascimento da criança, iniciaram os procedimentos necessários e encaminharam mãe e filho para atendimento, mas o recém-nascido não sobreviveu.

Os parentes também contestam a idade gestacional informada pela equipe médica. Conforme eles, o pré-natal apontava que Morgana completaria sete meses de gravidez nesta terça-feira (4). No entanto, durante o atendimento, uma médica teria informado que a gestação era de aproximadamente seis meses.

Outra acusação feita pela família envolve uma frase que teria sido dita por uma médica durante o atendimento. Segundo os relatos, a profissional afirmou que “a criança iria falecer de todo jeito”. A declaração foi divulgada pelos familiares, mas não recebeu confirmação oficial por parte da unidade hospitalar.

Em nota, o Hospital da Cidade lamentou a morte do bebê e prestou solidariedade aos familiares. A instituição informou que Morgana deu entrada na maternidade na tarde de segunda-feira (3), com gestação de seis meses, sendo acolhida e submetida aos procedimentos previstos nos protocolos assistenciais.

Ainda conforme o hospital, a maternidade contava com equipe completa de plantão e os registros indicam que a paciente evoluiu rapidamente para o trabalho de parto durante a triagem. A unidade acrescentou que Morgana permanece internada, acompanhada por equipe multiprofissional, enquanto a família recebe assistência do Serviço Social e apoio psicológico.

A direção do Hospital da Cidade informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e definir as providências cabíveis. A unidade também destacou que, desde sua inauguração, já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo atendimento obstétrico e neonatal.

NOTA

O Hospital da Cidade lamenta profundamente a ocorrência registrada na maternidade e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de luto.

A paciente grávida de seis meses deu entrada na unidade na tarde da segunda-feira (03), sendo acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos pelos protocolos assistenciais. Na ocasião, a maternidade contava com equipe completa de plantão, composta pelos profissionais responsáveis pela assistência obstétrica e multiprofissional.

Conforme os registros iniciais de atendimento, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto ainda durante o processo de triagem. Ela permanece internada, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, recebendo toda a assistência necessária. A família também está sendo acolhida pela instituição, com suporte do Serviço Social e atendimento psicológico.

Imediatamente após a ocorrência, o Hospital da Cidade instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos, adotando todas as medidas administrativas cabíveis.

Desde a inauguração, a maternidade já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo assistência humanizada, pautada pela segurança, acolhimento e cuidado com gestantes, puérperas e recém-nascidos.

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