A publicidade das plataformas de apostas esportivas e jogos de azar online, conhecidas como bets, tem gerado preocupações entre defensores públicos em Alagoas. O tema foi discutido em uma reunião do Senado, onde enfatizaram a necessidade de regras mais rígidas devido ao impacto nos grupos mais vulneráveis da sociedade.
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A defensora pública Luciana Peles da Cunha alertou para a superexposição à publicidade nociva, que promete ganhos financeiros através das apostas, contradizendo a realidade de muitos. Segundo ela, “a banca sempre ganha” e o jogo deve ser tratado como o risco que realmente é.
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Os defensores também destacaram o aumento das demandas nos serviços de saúde mental devido ao vício em jogos. Tal cenário exige que o Estado se prepare melhor para atender essas questões, especialmente nos Centros de Atendimento Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde.
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Consequências para a sociedade
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A economista Ione Amorim, do Idec, apontou que a prática de apostar se espalhou pelas famílias e que a forte publicidade torna o combate a essa prática ainda mais desafiador. Desde a legalização das apostas em 2018, o Brasil tem visto seus cidadãos gastarem excessivamente, resultando em um aumento significativo das dívidas. Estima-se que 270 mil famílias já enfrentem inadimplência severa por conta dos jogos.












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