Realizada nesta terça-feira, 28 de novembro, a iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) visa esclarecer as circunstâncias relacionadas às mortes ocorridas durante a Operação Contenção, que aconteceu em outubro de 2025.
Investigação e apoio aos familiares
A operação, que teve um saldo de 122 mortos, incluindo cinco agentes de segurança, levou o Gaesp a buscar ativamente os familiares das vítimas para ouvir seus relatos sobre os eventos. O encontro ocorreu no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, facilitando o acesso das famílias aos promotores e proporcionando um espaço mais próximo aos locais dos fatos.
A principal finalidade desse contato é obter informações sobre a dinâmica da operação, ajudando a elucidar os fatos na investigação em curso. O MPRJ tem enfatizado a importância da escuta ativa, reconhecendo que muitos familiares podem enfrentar dificuldades de logística para comparecer às sessões formais de audição.
Segundo Laura Minc, assistente do Gaesp, o objetivo é maximizar a participação dos familiares que, por diversos motivos, podem não ter comparecido anteriormente. O ouvidor do MPRJ, David Faria, também destacou que essa interação é fundamental para garantir que os direitos humanos sejam respeitados, além de reforçar a proximidade entre o MP e a população.
Desde a operação, o Gaesp tomou medidas adicionais, como a abertura de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e a requisição de informações às polícias Civil e Militar para aprofundar a apuração dos fatos. Laudos das vítimas e a análise das gravações das câmeras corporais da Polícia Militar também fazem parte dos esforços para a investigação.
Em resposta aos eventos da operação, o MPRJ já apresentou diversas denúncias contra policiais militares por práticas ilegais, incluindo furto e obstrução de provas. As autoridades de segurança pública foram orientadas a rever protocolos para operações policiais, buscando evitar a repetição de situações que resultem em excessos e letalidade.












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