No último domingo, um ataque aéreo israelense ao sul do Líbano resultou na morte da brasileira Manal Jaafar, de 47 anos, e de seu filho de 11 anos, Ali Ghassan Nader. A família havia deixado o Brasil em busca de uma vida melhor.
Contexto da tragédia
A família, que morava anteriormente no Brasil por 12 anos, tinha retornado ao Líbano após um período no Brasil. O pai, Ghassan Nader, de 57 anos, também morreu no ataque. Apenas o filho mais novo sobreviveu e está hospitalizado.
O jornalista libanês Ali Farhat, amigo da família, expressou sua tristeza com a notícia, ressaltando que a comunidade libanesa sente diariamente perdas semelhantes. Ele informou que mais de 2,5 mil civis já perderam a vida em conflitos na região, sublinhando a gravidade da situação.
Farhat descreveu o ataque como um massacre, afirmando que não existem áreas seguras em todo o Líbano devido aos bombardeios constantes. Ele lembrou que Ghassan era um homem pacífico, sem envolvimento em questões políticas ou militares, e que desejava criar um ambiente estável para sua família.
A tragédia da família chamou a atenção para a atual ofensiva israelense, que tem causado vítimas civis em diversas localidades. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou as mortes após o bombardeio, ressaltando a natureza indiscriminada dos ataques.
A ativista Melina Manasseh comentou que a situação se assemelha à ocupação palestina, lamentando que a morte de brasileiros não cause mobilização significativa no Brasil, apesar da diáspora libanesa contar com milhões de descendentes no país.












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