A tragédia que envolveu uma família brasileira-libanesa no Sul do Líbano fez com que a operação militar Israelense na região fosse questionada, especialmente após o bombardeio que resultou na morte de três membros da família.
Família buscava pertences antes de retorno
No último dia 25 de abril, a família tentava recuperar roupas e itens pessoais em sua casa em Bint Jbel, quando o local foi atingido. O ataque resultou na morte de Manal Jaafar, de 47 anos, seu filho Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e o marido Ghassan Nader, de 57 anos. Eles haviam recentemente buscado refúgio em Beirute por conta do conflito, depois de deixarem sua casa em 2 de março.
Bilal Nader, irmão de Ghassan, relatou que a família decidiu retornar ao Sul do Líbano devido ao cessar-fogo acordado em 16 de abril. Eles planejavam apenas pegar mais roupas antes de voltar a Beirute. Bilal, que reside em Foz do Iguaçu, revelou que seu irmão não tinha vínculos com partidos políticos e se dedicava à agricultura de oliveiras na região.
Além das três mortes, outro filho do casal, Kassam Nader, de 21 anos, ficou ferido no ataque, mas recebeu alta hospitalar. A família, que havia vivido por mais de 15 anos no Brasil, apenas retornou ao Líbano recentemente, quando Ghassan decidiu viver junto à esposa e filhos.
A comunidade internacional, incluindo a Embaixada de Israel no Brasil, foi procurada para se manifestar sobre o incidente, mas até o momento não houve resposta. O caso levanta novas questões sobre as violações do cessar-fogo que ocorreram desde o início do conflito em outubro de 2023.












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