Dívida Pública Federal recua 2,34% em março

Dívida Pública Federal recua 2,34% em março

No último mês, a Dívida Pública Federal (DPF) apresentou uma redução significativa de 2,34%, voltando a R$ 8,6 trilhões, conforme divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 27 de março. Essa queda é atribuída ao forte vencimento de títulos que estão atrelados à Taxa Selic.

Redução e projeções futuras

Em fevereiro, a DPF estava em R$ 8,841 trilhões, mas com as movimentações de março, passou a R$ 8,633 trilhões. É importante observar que, em agosto do ano anterior, este montante já havia ultrapassado pela primeira vez os R$ 8 trilhões. O Plano Anual de Financiamento (PAF), que foi apresentado em janeiro, prevê um estoque da DPF ao final de 2026 variando entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também viu um declínio de 2,17%, totalizando R$ 8,302 trilhões. Durante março, o Tesouro resgatou R$ 302,32 bilhões a mais do que emitiu, em sua maioria em papéis vinculados à Selic, enquanto R$ 93,01 bilhões em juros foram apropriados, o que mitigou um pouco a queda do estoque total.

O Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos da DPMFi no mês, mas com um total de resgates de R$ 395,60 bilhões, o saldo foi muito maior. Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou um aumento de 0,61%, passando para R$ 331,64 bilhões, também impactada pela variação cambial e um empréstimo de R$ 6,88 bilhões referente a organismos internacionais.

Adicionalmente, o colchão da dívida pública, que funciona como uma reserva financeira, diminuiu para R$ 885 bilhões. Essa reserva, que cobre aproximadamente 5,69 meses de vencimentos da dívida pública, teve sua redução Justificada pelo Tesouro como resultado do resgate líquido de títulos no mês, além de contribuições para estabilizar o mercado durante a guerra no Oriente Médio.

A composição da Dívida Pública Federal também passou por alterações, with títulos vinculados à Selic reduzindo sua participação de 49,1% para 47,71%, enquanto os títulos corrigidos pela inflação aumentaram de 25,85% para 26,67%. O prazo médio da DPF teve um leve aumento, passando de 4 para 4,1 anos, o que sugere uma maior confiança dos investidores nas finanças do governo brasileiro.

Atualmente, os detentores da Dívida Pública Federal estão majoritariamente nas mãos de instituições financeiras, seguidas por fundos de pensão e fundos de investimentos, com uma participação dos não residentes (estrangeiros) se mantendo estável em 10,7%. Essa situação reflete a confiança do mercado nas finanças do Brasil, mesmo diante das tensões geopolíticas.

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