Um novo painel voltado para a transição energética foi apresentado por um grupo de cientistas durante a Primeira Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, Colômbia, no dia 25 de março.
Iniciativa científica busca impacto nas políticas globais
O Painel Científico para a Transição Energética Global (SPGET) surgiu com a intenção de ajudar governos a desenvolverem políticas públicas que promovam a descarbonização, com recomendações fundamentadas em evidências científicas.
No evento, renomados especialistas, como Carlos Nobre e Gilberto Jannuzzi, discutiram a importância do painel, que busca ser um elo entre nações com diferentes ritmos na adoção de energias limpas. Johan Rockström, seu diretor, ressaltou a complexidade do tema, que abrange aspectos econômicos e sociais.
A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, apoiou a iniciativa, indicando que o painel visa por fim a uma lacuna histórica e fomentar abordagens integradas para a transição. O foco está na articulação entre governos e academia, visando a elaboração de estratégias para redução de emissões de gases do efeito estufa e integração em cúpulas internacionais, como a COP30.
Claudio Angelo, do Observatório do Clima, gravou as deficiências da integração da ciência em decisões políticas recentes em conferências de clima e enfatizou a necessidade de restaurar essa prática. A conferência em Santa Marta conta com a participação de 57 países e 4.200 organizações, com um objetivo claro: executar medidas práticas que reduzam a dependência de combustíveis fósseis.
Van Veldhoven, ministra dos Países Baixos, apontou o potencial transformador do grupo presente, enquanto Kumi Naidoo, ativista sul-africano, pediu pela criação de acordos efetivos e vinculativos para combater as mudanças climáticas. O encontro busca não apenas discutir, mas apresentar um plano audacioso para a transição energética global.












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