Estudo revela perdas financeiras ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas

Uma nova pesquisa da WWF Brasil, divulgada nesta quinta-feira (23), aponta que o Brasil pode perder R$ 47 bilhões ao optar pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas em vez de investir em energia renovável e biocombustíveis.

Impactos financeiros da escolha energética do Brasil

O valor das perdas refere-se a R$ 22,2 bilhões que seriam gerados por investimentos em combustíveis fósseis na Margem Equatorial e a R$ 24,8 bilhões que o país deixaria de arrecadar ao não investir na eletrificação da matriz energética.

O estudo, que utilizou a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), recomendada pelo Tribunal de Contas da União, analisou o desempenho da bacia da Foz ao longo de 40 anos. A pesquisa considerou os custos e benefícios tanto para o governo quanto para a sociedade em geral. Com a exploração prevista de 900 milhões de barris, o estudo sugere que os lucros dependeriam das ações climáticas do país.

Além disso, estima-se que as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da exploração podem atingir 446 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, gerando custos sociais que variam de R$ 21 a R$ 42 bilhões. Os pesquisadores concluem que, ao levar em conta esses danos, a exploração petrolífera resultaria em uma perda líquida de R$ 22,2 bilhões.

A pesquisa comparou a rota do petróleo com cenários de eletrificação e biocombustíveis, observando que a eletrificação poderia gerar quase R$ 25 bilhões em benefícios, enquanto os biocombustíveis apresentaram menos externalidades prejudiciais. A Foz do Amazonas, rica em biodiversidade e cercada por importantes rios, é vista como uma nova fronteira para a Petrobras, que considera crucial a produção de petróleo nessa área para evitar a dependência externa.

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