Comemorações marcam três anos da morte de Mãe Bernadete

Comemorações marcam três anos da morte de Mãe Bernadete

Três anos após o assassinato de Mãe Bernadete, familiares e amigos se reúnem para honrar sua memória e exigir justiça em Simões Filho, na Bahia.

Legado e lutas pela justiça

A ativista, assassinada na sua residência em 2020, foi alvo de 25 disparos, e sua morte chocou a comunidade quilombola. Para lembrar desse trágico evento, uma missa em homenagem a Mãe Bernadete ocorre no Santuário do Senhor do Bonfim, em Salvador.

Wellington Pacífico, neto de Bernadete, destacou o impacto que a perda teve em sua vida e no seio familiar, com a morte de seu pai, também ativista, em 2017. Ele expressou a necessidade de lutar por justiça e de manter viva a memória de sua avó através de educação e ativismo.

Os principais acusados pelo crime de Mãe Bernadete já foram condenados, mas outros três ainda aguardam julgamento, e a família tem esperança de que a justiça seja cumprida. Além disso, iniciativas culturais estão sendo planejadas para fortalecer a identidade quilombola e garantir a continuidade dos esforços de sua comunidade.

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas continua demandando proteção e garantias aos defensores de direitos humanos, reconhecendo a luta permanente por justiça e dignidade enfrentada por essas comunidades. A voz de Mãe Bernadete é lembrada como uma força resistente, inspirando novos projetos de valorização cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *