Mudança na elegibilidade da CBV impacta Tifanny na Superliga

Mudança na elegibilidade da CBV impacta Tifanny na Superliga

A recente alteração nas normas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) gerou repercussões significativas para a jogadora Tifanny, primeira atleta trans a atuar na Superliga. O novo regulamento, anunciado na sexta-feira (14), determina que apenas atletas do sexo biológico feminino poderão participar das competições femininas organizadas pela CBV.

Mudança repentina e reações do clube

O Osasco São Cristóvão Saúde, clube que representa Tifanny desde 2021, expressou surpresa com a decisão, afirmando que foi notificado sem consulta prévia. Em resposta, o clube reforçou seu apoio à atleta e informou que seu departamento jurídico analisará a nova norma para decidir os próximos passos a serem tomados.

A Federação Paulista de Volleyball (FPV) também se manifestou, confirmando que a nova política não afetará o Campeonato Paulista em andamento, onde Tifanny está liberada para atuar. O time do Osasco enfrentará o Pinheiros neste sábado (15), no Ginásio José Liberatti em Osasco (SP).

Em paralelo, a CBV explicou que a mudança visa alinhar as regras com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O novo critério estipula que atletas devem apresentar resultados negativos para o gene SRY, em contraste com a norma anterior que permitia a participação de mulheres trans mediante limites de testosterona.

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