Estudo revela uma redução significativa de 22% no eleitorado jovem entre 2010 e 2026, em meio ao envelhecimento da população brasileira.
Impacto do envelhecimento no perfil eleitoral
Um levantamento realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, mostra que o número de eleitores com idades entre 16 e 24 anos caiu de 24,7 milhões em 2010 para 19,2 milhões em 2026, resultando em um recuo absoluto de 5,5 milhões. Durante o mesmo período, o total de eleitores no Brasil cresceu 17%, aumentando de 135,8 milhões para 158,8 milhões.
Os dados do estudo indicam que, apesar do aumento geral no número de eleitores, a participação dos jovens caiu de 18,2% para apenas 12,5%. Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, essa diminuição no número de votos jovens é preocupante em um cenário onde a polarização política é intensa, como evidenciado nas eleições de 2022.
A pesquisa também aponta que o número de eleitores idosos ativos cresceu 74% desde 2010, totalizando atualmente mais de 36,8 milhões. Apesar da diminuição da relevância do voto jovem, especialistas acreditam que ele ainda pode ser influente em disputas acirradas. Campanhas eleitorais futuras podem focar mais nesse segmento, já que os jovens estão cada vez mais atentos a propostas que envolvem sua formação profissional e emprego.
O engajamento nas urnas entre os jovens tem apresentado números significativos, com 78,5% dos eleitores de 18 a 24 anos comparecendo ao primeiro turno das eleições. No entanto, a participação é ainda maior entre os eleitores de 16 e 17 anos, com 82,9% indo às urnas. As regiões Sudeste e Sul se destacam por terem uma menor representação jovem nas eleições, especialmente o estado do Rio Grande do Sul, onde apenas 9% do eleitorado tem até 24 anos.












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