A desertificação no Brasil ameaça a segurança hídrica e alimentar de aproximadamente 39 milhões de pessoas, entre elas comunidades indígenas e agricultores familiares. O problema, que já afeta 18% do território nacional, está sendo discutido na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre o Combate à Desertificação, acontecendo na Mongólia.
Causas e consequências da desertificação no país
Definido como a degradação de terras em áreas anteriormente produtivas, o processo de desertificação no Brasil é exacerbado por práticas humanas inadequadas e mudanças climáticas. De acordo com dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, entre 2000 e 2020, a área afetada aumentou de 1,35 milhão para 1,51 milhão de km².
O Nordeste é a região mais impactada, mas o problema se estende a partes de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Com isso, a segurança hídrica e a produção de alimentos estão em risco, afetando não apenas a população local, mas toda a economia do país.
A Caatinga, bioma crucial do semiárido brasileiro, enfrenta altos níveis de deterioração, com 11% de sua área em condição crítica, conforme estudo do Instituto Nacional do Semiárido. Políticas públicas, como o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação, estão sendo implementadas para mitigar esses efeitos e promover a restauração ambiental e socioprodutiva.












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