O ator Bruno Gagliasso ressaltou a importância de produzir mais filmes sobre a ditadura militar brasileira durante uma coletiva de imprensa em Brasília. A declaração ocorreu em meio à promoção do documentário “Honestino”, que estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta-feira, dia 13.
Gagliasso fala sobre a relevância da memória histórica
Durante a coletiva, Gagliasso, que viveu o papel de Honestino Guimarães no filme, argumentou que o Brasil precisa explorar mais essa parte da sua história cinematográfica. Ele defendeu que a produção atual não é suficiente, destacando que a trajetória de Honestino deve ser conhecida pelas novas gerações.
O diretor Aurélio Michiles também participou da coletiva, comentando sobre os desafios em encontrar imagens do período da ditadura. Ele explicou que muitos estudantes da época estavam preocupados com a segurança e por isso não permitiam fotografias ou filmagens de assembleias e protestos. Como alternativa, o filme utiliza um estilo híbrido, mesclando cenas dramatizadas com documentos históricos.
Michiles e Gagliasso concordaram que, enquanto países como a Argentina produziram mais de 100 filmes sobre suas ditaduras, o Brasil ainda é considerado carente de abordagens semelhantes. O diretor espera que este projeto contribua para que figuras como Honestino Guimarães sejam lembradas e reconhecidas pela luta pela justiça e democracia, algo que Gagliasso enfatizou como essencial para a formação das futuras gerações.












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