Foco nas eleições de 2026: compromisso contra a violência infantil

Foco nas eleições de 2026: compromisso contra a violência infantil

Em uma iniciativa para pressionar candidatos às eleições de 2026, o Unicef e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública enfatizam a necessidade de medidas que combatam a violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Joaquim Gonzales-Aleman, representante do Unicef, destacou a preocupação com a segurança infantil em declaração dada nesta quinta-feira (13).

Iniciativas de Advocacy e Propostas dos Candidatos

O fim do prazo para o registro das candidaturas, programado para o dia 15, leva a Unicef a avaliar os programas de governo apresentados por candidatos a presidências e governos estaduais. A meta é garantir que propostas consistentes para enfrentar a violência contra menores sejam incluídas nas campanhas eleitorais.

Além de um diagnóstico da situação atual, a agência pretende convidar os candidatos a um compromisso público de priorizar o combate aos assassinatos de menores de 18 anos. A campanha visa engajar todos os postulantes, especialmente os de cargos federais, em um debate informativo e fundamentado sobre a violência infantil.

Embora as estatísticas mostrem uma queda de 10,8% nas mortes violentas de crianças entre 2024 e 2025, os números revelam 2.079 mortes registradas em 2023, representando uma média preocupante de cinco óbitos diários. A maioria das vítimas se concentra na faixa etária de 12 a 17 anos, com ênfase em jovens negros.

Layla Saad, representante adjunta do Unicef, ressaltou a necessidade de abordar a violência como um problema estrutural e não apenas como questões pontuais. Ela destacou que diversas leis de proteção existem, porém a efetividade delas é afetada por múltiplos fatores.

Saad criticou abordagens aparentemente simplistas e defendeu uma política nacional que una esforços em níveis federal, estadual e municipal. O sociólogo Cauê Martins reafirmou a relevância de propostas informadas e baseadas em dados, enfatizando a importância da transparência nas informações sobre segurança pública para moldar políticas eficazes.

Martins alertou que a maior parte dos crimes de violência sexual ocorre em ambientes familiares, contradizendo mitos populares. Em 2025, 65% dos estupros de vulneráveis aconteceram no lar das vítimas, o que evidencia a necessidade de reavaliar as percepções sobre a violência e suas origens.

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