Nesta quinta-feira, 6 de janeiro, o governo de Javier Milei anunciou a retirada de um projeto no Senado que permitiria a venda de áreas destruídas por incêndios florestais, devido à pressão popular. Essa decisão representa a segunda derrota consecutiva da administração Milei na casa legislativa.
Repercussões da votação no Senado
No contexto de manifestações e repressão policial, o governo enfrenta desafios para aprovar mudanças significativas. Além da exclusão do capítulo que possibilitava a venda de áreas incendiadas, um projeto que ampliava a venda de terras a estrangeiros também foi retirado da pauta. No entanto, duas mudanças foram aprovadas, facilitando despejos e limitando expropriações pelo Estado.
A líder do governo no Senado, Patricia Bullrich, afirmou que as derrotas se devem ao tempo excessivo para a tramitação da matéria. No total, 50% do projeto foi aceito, e agora os temas seguem para a Câmara dos Deputados. Organizações ambientais expressaram preocupação sobre as implicações da venda de terras pós-incêndios, argumentando que isso poderia abrir espaço para a especulação imobiliária após incêndios criminosos.
A legislação atual proíbe a venda de áreas afetadas por incêndios por 60 anos, ou 30 anos para terras agropecuárias, visando proteger a biodiversidade e inibir a especulação. Críticos do governo alertam que a mudança proposta reduziria a proteção ambiental.












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