Um novo relatório do observatório europeu Copernicus revela que o primeiro semestre de 2026 apresentou a menor emissão global de gases de efeito estufa provocada por incêndios desde 2003.
Queda significativa nas emissões de carbono
No período de janeiro a junho de 2026, as emissões não ultrapassaram 400 megatoneladas de carbono, seguindo uma tendência de redução que começou em 2003, quando as emissões superavam 1 gigaton de carbono. Primeira vez que o valor foi inferior a 500 megatoneladas.
A redução das emissões é atribuída à diminuição dos incêndios sazonais, especialmente na África tropical, que contabilizou cerca de 154 megatoneladas de carbono em comparação a 213 no mesmo período do ano anterior. As emissões na Ásia também caíram de 164 para 113 megatoneladas.
Entretanto, a situação não é totalmente estável. Incêndios intensos foram registrados na Austrália, especialmente no estado de Victoria, onde temperaturas extremas foram observadas. Na América do Sul, as emissões também decresceram, de 40,9 para 38,8 megatoneladas, mesmo com eventos significativos no Chile e na Argentina.
O cientista Mark Parrington alerta que, apesar dos dados positivos, a recente atividade de incêndios na Eurásia e América do Norte oferece um motivo de preocupação, principalmente devido ao fenômeno climático do El Niño, que pode intensificar a seca e aumentar as emissões de maneira similar ao que ocorreu em anos anteriores.












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