Uma pesquisa da Universidade de Brasília sugere que a implementação da tarifa zero no transporte público pode ampliar o acesso a serviços de saúde. O estudo ressalta como o custo das passagens limita o atendimento médico, especialmente para populações vulneráveis.
Impactos da tarifa no acesso à saúde pública
A pesquisa foi motivada pela experiência de usuários do transporte público, como Núbia Sales Veras, de 52 anos, que enfrenta dificuldades para chegar a consultas médicas devido aos altos custos das passagens e à baixa qualidade do serviço.
Dados sugerem que as barreiras econômicas geradas pela tarifa afetam desproporcionalmente a população negra e de baixa renda, que depende do transporte público para acessar serviços essenciais. A low tarifa dos ônibus é vista como um obstáculo significativo ao cuidado contínuo em saúde, o que resulta em atrasos de diagnósticos e consultas.
O estudo propõe que, ao eliminar a tarifa, o transporte público poderia atuar como uma política de inclusão social, semelhante a iniciativas como o Sistema Único de Saúde. A pesquisa destaca que a gratuidade no transporte nas 27 capitais brasileiras poderia injetar até R$ 60,3 bilhões anuais na economia, além de melhorar o acesso a serviços públicos.












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