No dia 9 de outubro, a Polícia Militar de São Paulo publicou um decreto que oficializa a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso desde 18 de março, acusado de feminicídio e fraude processual.
Decisão controversa gera críticas
A transferência do oficial para a reserva foi homologada pelo coronel Antonio Thomazelli Júnior, responsável pela Diretoria de Inatividade e Pensão Militar. Essa medida, embora já anunciada anteriormente, gerou desconforto entre os defensores da família da vítima, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em 18 de fevereiro.
O advogado da família, Miguel José da Silva Junior, expressou sua indignação pela rapidez da PM em efetivar a aposentadoria, alegando que a decisão representa um privilégio ao tenente-coronel. Ele ressaltou que a aposentadoria não impede que o Conselho de Justificação siga com o processo, que pode levar à demissão do oficial.
Gisele, que era esposa do tenente-coronel, foi encontrada com um disparo na cabeça, um caso que inicialmente foi tratado como suicídio, mas que logo se transformou em investigação de morte suspeita, com laudos do IML indicando sinais de agressão. A Polícia Militar afirmou que a transferência do oficial foi feita conforme a legislação, e ressaltou que sua remuneração depende de uma decisão final do Tribunal de Justiça Militar.












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