Nesta terça-feira (9), integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado manifestaram preocupações sobre a falta de transparência em relação à situação financeira do Banco de Brasília (BRB).
Demandas por transparência no BRB
A incerteza é gerada principalmente pela demora na entrega do balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido apresentado até 31 de março, e pela opacidade em torno das perdas resultantes das negociações com o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante audiência pública, o presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), criticou a ausência de informações claras sobre o prejuízo do banco. Ele destacou que a instituição precisa de um empréstimo de R$ 8,8 bilhões e levantou questões quanto à homologação de um plano pelo Supremo Tribunal Federal sem que os dados financeiros do banco estivessem disponíveis.
O acordo para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões entre o Governo do Distrito Federal, a União e o BRB, que utiliza garantia de entidades privadas, foi visto com desconfiança pelos senadores. Medidas de controle de despesas foram impostas, incluindo a restrição de novos concursos e reajustes salariais. Além disso, os senadores questionaram a legislação que determina que eventuais recursos judiciais do BRB sejam prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo, o que compromete a governança financeira do Distrito Federal.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu mais clareza sobre os impactos da crise do BRB, ressaltando que a questão é de interesse nacional devido aos R$ 30 bilhões em depósitos judiciais que o banco controla. O BRB, que representa quase 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, está em uma posição delicada que preocupa até mesmo estados fora da região.












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