Um passo significativo foi dado no processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, com o voto do ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta sexta-feira, 15 de setembro, que tornou réus três indivíduos acusados de obstruir as investigações.
Acusações contra os réus no caso Marielle Franco
O relator do caso, Moraes, proferiu seu voto durante um julgamento virtual referente à denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros.
A procuradoria apontou que os acusados tentaram destruir provas, incriminar pessoas inocentes, utilizaram testemunhas falsas e realizaram atos desnecessários para garantir a impunidade dos verdadeiros responsáveis pelo crime. Em fevereiro, os irmãos Brazão, apontados como mandantes, e Rivaldo já haviam sido condenados pelo assassinato.
Moraes, em seu voto, destacou a existência de indícios mínimos que sugerem a participação de Barbosa, Lages e Barros em práticas ilícitas para obstruir as investigações do assassinato. A votação permanece aberta até 22 de maio. As defesas argumentaram falta de provas e a inadmissibilidade do julgamento de Giniton pelo Supremo.












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