Estudante deverá indenizar por ocupação indevida de cota racial

Estudante deverá indenizar por ocupação indevida de cota racial

Um estudante da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) firmou, nesta semana, um acordo para reparar o uso inadequado de uma vaga destinada a cotas raciais. A decisão veio após representação do Ministério Público Federal (MPF) e estabelece pagamentos e participação em atividades educativas.

Pagamento e destino dos recursos

A ação, que ocorreu em 12 de setembro, determina que o aluno pague R$ 720 mil em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil. Este montante será direcionado ao financiamento de bolsas para estudantes negros do curso de medicina da Unirio e para programas educativos focados em relações étnico-raciais.

O termo é parte de uma série de medidas do MPF para corrigir injustiças históricas relativas à política de cotas da universidade. Com esse novo acordo, o total já negociado pelo MPF atingiu mais de R$ 2 milhões em compensações.

Segundo o MPF, casos anteriores incluíram acordos semelhantes com outros estudantes, todos resultando em reparações financeiras e exigência de cursos de letramento racial. Além disso, a Unirio irá reservar 35% das vagas em futuros processos seletivos para candidatos negros, a fim de reparar o histórico déficit de negros no corpo docente e promover a inclusão.

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