Estudo revela desinformação sobre urnas eletrônicas nas eleições

Estudo revela desinformação sobre urnas eletrônicas nas eleições

Um novo estudo mostra que as urnas eletrônicas, que completam 30 anos neste mês, foram alvo de desinformação em ciclos eleitorais recentes. A pesquisa realizada pelo Projeto Confia, parte do Pacto pela Democracia, analisou a propagação de fake news relacionadas ao sistema de votação.

Desinformação em foco

A pesquisa revelou que mais de 45% dos conteúdos enganadores compartilhados durante as eleições de 2022 e 2024 tinham como tema o funcionamento das urnas eletrônicas. Além disso, ataques ao Supremo Tribunal Federal e teorias sobre fraudes na apuração também foram relevantes, com 27,1% e 21,8% dos conteúdos, respectivamente.

Entre as fake news mais comuns, destacam-se acusações de falsas falhas técnicas no sistema, como supostos atrasos em botões. De acordo com Helena Salvador, coordenadora do Projeto Confia, a desinformação explora o desconhecimento das pessoas sobre as urnas, especialmente porque os cidadãos raramente têm contato direto com elas. Esse cenário dificulta a verificação rápida de informações, alimentando a propagação de mentiras.

O estudo buscou compreender as raízes da desconfiança nas eleições e desenvolver estratégias para combater a desinformação, visando as eleições de 2026. Durante a análise, foram revisados mais de 3 mil conteúdos, dos quais 716 foram escolhidos para um estudo mais aprofundado.

A confiança nas urnas eletrônicas parece ter diminuído ao longo dos anos, com uma pesquisa da Quaest indicando que 53% da população confia nelas, comparado a 82% em um levantamento anterior do Datafolha. A variação na confiança é notável entre diferentes faixas etárias, refletindo mudanças nas percepções sobre o sistema eleitoral.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *