No próximo sábado, a 13ª edição do Prêmio Platino, que premia o melhor do cinema ibero-americano, revelará os vencedores em uma cerimônia que ocorre no México.
Documentários em foco
Entre os indicados na categoria de melhor documentário, dois filmes destacam-se por suas abordagens sobre a fragilidade da democracia: “Apocalipse nos Trópicos”, do diretor brasileiro Petra Costa, e “Sob as bandeiras, o Sol”, do paraguaio Juanjo Pereira. O primeiro examina a influência das religiões evangélicas na política brasileira, enquanto o segundo investiga a ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai.
“Apocalipse nos Trópicos” narra a ascensão e a queda do governo de Jair Bolsonaro entre 2018 e 2022, culminando na tentativa frustrada de golpe em janeiro de 2023. O filme também reflete sobre o crescimento da fé evangélica no Brasil. por sua vez, “Sob as bandeiras, o Sol” utiliza imagens raras para retratar a brutalidade do regime de Stroessner, que perdurou de 1954 a 1989 e deixou um legado de mortes e desaparecimentos.
A obra paraguaia já foi reconhecida com o prêmio do júri no Festival de Cinema de Berlim. Para sua produção, o cineasta recorreu a materiais raros, já que muitos registros visualmente importantes foram destruídos durante o período repressivo. O documentário discute também o papel dos meios de comunicação na sustentação do regime ditatorial, uma questão considerada essencial pelos historiadores.












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